14ª Corrida para Vencer o Diabetes – a campanha

Por | 08/05/2012 Duplo, Notícias, Trabalhos Deixe um comentário

A gente já disse aqui que o nosso objetivo com a campanha da 14ª Corrida para Vencer o Diabetes é quebrar todos os recordes de arrecadação para o ICD, certo? Agora vamos contar como a gente pretende atingir essa meta na prática. Ressaltamos quatro pontos nesse trabalho: 1) nos puxamos no conceito e na linha gráfica da campanha; 2) fizemos uma camiseta incrível; 3) criamos uma versão online para a corrida e 4) causamos envolvimento.

1) uma corrida onde todos saem vencedores

O tema GreNal, tão querido pela gauchada, não ficou de fora da campanha de divulgação da 14ª Corrida para Vencer o Diabetes. A rixa entre os dois times é boa e todo mundo gosta, mas comunicamos, acima de tudo, o caráter solidário do evento. Nessa corrida, todos que vestem a camiseta e participam são vencedores. Mas e o prêmio? Não poderia ser melhor: a satisfação por ter apoiado uma causa das mais nobres, que garante a qualidade de vida de milhares de crianças.

2) fizemos uma camiseta incrível

Todo ano a corrida ganha uma cara nova, e em 2012 quisemos dar a melhor cara de todas – começando pela camiseta, afinal, a venda desse produto é uma das principais fontes de recurso do ICD. Para nos dar uma mão nessa empreitada chamamos o artista gráfico Gonza Rodriguez, argentino e gênio conhecido por suas charges futebolísticas. É do cara a autoria das ilustrações que estampam as camisetas da dupla Gre-Nal nessa edição do evento. A águia que simboliza o ICD e a causa segue presente na 14ª Corrida, óbvio, só que com mais garra do que nunca:

 3) o percurso digital da 14ª Corrida para Vencer o Diabetes

Em 2012, o trajeto vai bem além dos arredores do Parcão, aqui em Porto Alegre: na 14ª Corrida para Vencer o Diabetes, o percurso se estendeu ao mundo, e o céu é o limite! Levamos o espírito da corrida tradicional para a internet, mais especificamente para a página do ICD no Facebook. Lá, um aplicativo convida gremistas e colorados a apoiarem sua equipe na disputa, levando os times e a causa o mais longe possível. Cada corredor avança um metro no trajeto, e ainda corre o risco de percorrer um metro premiado e receber em casa uma camiseta autografada por um ídolo do Grêmio ou do Inter.

Além da disputa saudável entre as torcidas, levamos para a web também o comércio de camisetas: os tradicionais pontos de venda seguem espalhados por Porto Alegre e arredores, mas agora também estão no site do ICD. Com a possibilidade de compra online, que inauguramos esse ano, o pessoal que mora no interior do estado não precisa mais vir correndo para a capital pra comprar a camiseta =]

4) ENVOLVIMENTO

De novo essa história de envolvimento? Sim, porque é nisso que acreditamos, e é assim que trabalhamos. Na campanha para o ICD, o envolvimento foi, mais uma vez, decisivo para que tudo desse certo.

Obviamente toda a campanha foi desenvolvida no amor, sem custos para o ICD. Mais obviamente ainda, contamos com o apoio de muita gente bacana para tirar a ideia toda do papel. O mínimo que a gente pode fazer é deixar registrado aqui o nosso agradecimento às pessoas e empresas que foram essenciais nesse trabalho, e aceitaram o nosso convite para fazer essa campanha que não tem preço:  Gonza Rodriguez, que fez a ilustração das camisetas; DZ Estúdio, que viabilizou a ideia do aplicativo e contribuiu muito na estratégia online; Estúdio Me, pelo registro e manipulação das imagens da campanha, inclusive das camisetas; Marprom, que nos deu uma baita força em ações pontuais; VS Digital, pela impressão de cartões; Magic Image, pela impressão de adesivos e backdrops, e por aí vai. Na verdade, se a gente fosse citar todo mundo que tornou possível essa campanha, a Copa do Envolvimento e tudo mais, esse post seguiria até o infinito.

Ah, fica o nosso obrigadão também ao Grêmio e ao Inter que, assim como a gente, também vestiram a camiseta =]

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Carrion tem Razón: um artigo sobre estrangeirismos, sexismo e bundamolismo

Por | 03/05/2012 Duplo, Notícias 3 comentários

Já houve um tempo em que mulheres não eram consideradas aptas ao voto, tons diferentes de pele não podiam sentar lado a lado no transporte coletivo, e a crença religiosa era definitiva na formação do caráter de alguém. Muito sutiã precisou ser queimado e muitas pessoas pagaram caro o preço inestimável da condição que vivemos hoje, em 2012. Se formos analisar o passado sob a luz da liberdade que gozamos atualmente, nossa história beira o ridículo. Avançamos muito, felizmente, mas ainda conservamos um pouco da mentalidade tacanha que enche de vergonha nossa jornada. Hoje o assento de um ônibus pode ser dividido por um japonês e um africano naturalmente, mas a relação de igualdade não é a mesma em muitos outros momentos, como a hora de disputar a vaga em uma universidade federal, por exemplo. Hoje as mulheres já podem assumir que o sexo não existe apenas para fins de reprodução, podem discutir a sua busca por orgasmo e até fazer uma música sobre isso – desde que fiquem bem distante de boa parte das emissoras de rádio gaúchas.

O que era para ser uma brincadeira inteligente e engraçada acabou virando polêmica, com direito a censura. Leia o manifesto bem humorado do Rogério Chaves, o “Bigode”, que se define como “um redator pouco fotogênico que sonha em dar uns malhos na Natália do Valle”, ouça o spot que fizemos para o Motel P90 e tire suas próprias conclusões.

Criar uma campanha para motel é um desafio para mais e para menos. Não é possível ser freira. Muito menos Frota.
Foi exatamente isso o que pensei quando chegou à minha mesa o desafio de fazer para o Motel P90 uma campanha emblemática, classuda e, claro, podre de sacana.
Eu estava prestes a riscar um item da minha lista de Coisas Para Fazer Antes de Morrer. As gêmeas suecas seguem lá. Mas por pouco tempo, espero.

Os dias que sucederam o êxtase deste primeiro contato foram complicados, ainda mais pelo fato de termos decidido por conceber uma campanha all type. Era eu e o goleiro, mas o goleiro era o Buffon.
De cada 200 títulos que fazia, apagava, no mínimo, 150. Os palavrões cabeludos e os duplos sentidos acabavam por agredir mais do que agradar, e este não era e nem poderia ser o intuito.
Mas a cada dia que passava, enquanto a água do prazo já batia em minhas nádegas, eu sentia que finalmente estava chegando perto de onde queria. Aprovei os títulos com os Diretores de Criação e passei invicto pelo crivo do cliente. Era um sinal: consegui o tal equilíbrio no epicentro que divide a freira do Frota.

Meu parâmetro era poder mostrar para vovó Dóris a campanha sem corar as bochechas. Rolou.
Pela primeira vez, a velha entendeu algo que eu fiz, e gostou. Detalhe importante: ela já passou dos 70 anos.
A mesma sorte não tive com algumas emissoras de rádio de bem menos idade. Nosso spot (que você pode ouvir abaixo) foi barrado de diversas delas. Diversas mesmo.
Escute:

É sacana? sim.
É cheio de espaço para múltiplas interpretações? claro.
É pornográfico? definitivamente não.

O Brasil regrediu. Passa por um processo que o polêmico Rafinha Bastos chama carinhosamente de “Lucianohuckização”. Eu prefiro o termo bundamolismo.
Nos anos 80, o Olivetto criou uma obra-prima para os sutiãs Valisére (o primeiro a gente nunca esquece) com direito a topless pré-adolescente. TOPLESS PRÉ-ADOLESCENTE.
E, ainda bem, aquele Brasil não se importou. Entendeu a mensagem com clareza.

Já imaginou hoje? Já imaginou o Agnaldo Timóteo comentando isso na Luciana Gimenez? Já pensou no que diria o arcaico Bóris Casoy em seu Jornal da Noite? E a Sônia Abraão?

Enquanto pensava nisso tudo hoje, eu passeava de carro com o Tito (o Diretor de Arte que fez a campanha ficar lindona e ainda inventou a sacadinha do Kama Sutra com o P do P90), quando soou no rádio uma canção que frequentemente é executada nas mais diversas ondas do FM: Because I Got High. O som é hilário. Lembrei de já o ter parodiado quando guri.
Mas, em sua letra, a música possui coisas como “pussy”, “get high” e “jerking off”, que eu não vou traduzir por falta de cara-de-pau, mas que o Google pode te mostrar do que se tratam. E eu não recomendo a consulta na seção “imagens”.

Sempre fui meio contra e meio a favor daquela história do Raul Carrion de traduzir tudo para o português, evitando os estrangeirismos. Mas raramente me vinha um argumento para explicar o porquê de apoiá-lo.
Agora, depois de todo esse bafafá que me fez refletir, encontrei um argumento tardio para defender o nobre deputado comunista. Tarde demais, creio eu.
Claro que estou brincando, que adoro ouvir Because I Got High no rádio e traduzir de jeitos engraçados o termo Time-Sheet. Mas isso tudo me sucitou um pensamento um tanto quanto triste sobre nossa terrinha mal colonizada. Além de ultra-conservadores, somos fluentes em uma só língua.

Pelo menos a minha vó riu. Os outros que se danem.

Tomar café da manhã é tão necessário na nossa vida como o sexo que acontece na noite que precede o amanhecer. Por que não nos ofendemos com a família perfeita da propaganda de margarina (que todos consomem), mas nos incomodamos com qualquer alusão ao ato sexual (que todos consumam)? Esperamos, sinceramente, que daqui a algum tempo a gente possa olhar pra trás e achar muito ridícula aquela época em que falar de sexo causava polêmica, e agradecer por viver em um estágio superior da evolução. Mas, por enquanto, aqui em 2012, a gente lamenta por causa de um spot de rádio censurado.

P.S.: Fica registrado aqui o nosso obrigado à Rádio Atlântida, única emissora que está veiculando o spot do Motel P90.

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Slacktivismo: a arte de tentar mudar o mundo sem sair do sofá

Por | 30/04/2012 Duplo, Notícias Deixe um comentário

O termo slacktivismo surgiu da união entra as palavras slacker (preguiçoso) e ativism (ativismo), e diz respeito a um comportamento muito comum nas redes sociais. Não requer prática, habilidade e muito menos um passado de lutas para que você, ainda que descuidadamente, se torne um militante.

Um pouco de contexto: conflitos e injustiças fazem parte da nossa história desde que o mundo é mundo. Quando passamos a viver em rede, conectados com o que acontece em todo e qualquer canto, experimentamos uma nova forma de existência: o indivíduo se torna de fato um cidadão global. Sua percepção se estende e integra um todo chamado consciência coletiva.

Na medida em que aumenta o acesso à informação e o conhecimento sobre o que nos rodeia, aumenta também o senso de responsabilidade – em outras palavras, somos cada vez mais alertados sobre as dores do mundo, e cada vez mais instigados a tomar uma iniciativa acerca desses problemas. A internet nos fez enxergar o óbvio, nos mostrou que tem muita coisa acontecendo mundo afora, e que nem tudo são flores. E o mesmo meio que trouxe o problema, trouxe também uma solução: podemos fazer a nossa parte e diminuir a angústia da impotência apertando um botão, demonstrando todo apoio (ou repúdio) a determinada causa.

Faça o teste: quantos apelos a causas nobres você compartilhou nos últimos meses? Vale qualquer coisa: crianças abduzidas em Uganda, globais contra uma hidrelétrica no Pará, maldades com animais de rua. Quantos desses você curtiu, compartilhou, comentou ou se posicionou a respeito? Pois é, slacktivismo, ou ativismo de sofá, é basicamente isso. É o termo utilizado para designar o comportamento das pessoas que, ao se depararem com qualquer causa social, sentem-se participantes, manifestantes ou colaboradores da mesma simplesmente por passá-la adiante de alguma forma. Os críticos mais contumazes dessa postura afirmam que o ganho do slacktivista é simplesmente uma satisfação, um descarrego de responsabilidades, um sentimento de pertencimento ou outras expressões que designem a velha e boa massagem no ego.

Obviamente o termo assume tom pejorativo, uma vez que aos olhos do mundo, o fazer alguma coisa em relação a qualquer causa soa muito melhor do que o simples ato de falar sobre ela. As pessoas compartilham o que é interessante e isso pode ser uma causa, um vídeo engraçado ou um artigo bacana sobre ativismo de sofá.

Porém, podemos concordar que se compartilhar uma piada não faz de você um comediante, se compartilhar um artigo não faz de você um intelectual, não é compartilhando uma causa que você vai se tornar um ativista e fazer a diferença no mundo, certo? Pois o motivo que me levou a escrever sobre o assunto é que não tenho certeza sobre essa resposta.

Tenho algumas opiniões bem sedimentadas sobre o assunto. Uma delas é que quando a nossa preocupação é com Uganda ou com os golfinhos no Japão estamos nos distanciando de outras questões igualmente comoventes, mas acontecendo bem embaixo do nosso nariz. Isso gera questionamentos sobre o que é melhor: doar alguns dólares para uma causa internacional ou alguns reais para uma instituição da sua cidade?

Por outro lado, se nossas posições sobre determinadas causas não forem compartilhadas, as autoridades não doarão nem um centavo de sua atenção. Grupos lutam por ideais que precisam de apoio da opinião pública para atingirem seus objetivos. Portanto, grupos lutam por apoio. E, sim, compartilhar uma causa no Facebook ou preencher um abaixo assinado digital é, de certa forma, dar suporte a um ideal, mostrar que você se importa.

O mais próximo de uma conclusão que chego é que os reais defensores de causas precisam tanto daqueles que fazem quanto daqueles que falam. Talvez a importância de um ou de outro seja realmente distinta em prol de quem faz um pouco mais do que apenas passar ideias adiante, mas isso não diminui o papel de quem promove as causas, contribuindo para que mais gente tome conhecimento delas ou pressionando o poder público.

Na dúvida, por que não fazer as duas coisas? Recentemente aqui na Duplo começamos um trabalho junto ao Instituto da Criança com Diabetes (ICD), para divulgar a 14ª Corrida para Vencer o Diabetes. Se por um lado fizemos toda a campanha, batalhamos fornecedores, parceiros e afins e com isso demos um alcance maior à causa, por outro lado criamos uma campanha interna para efetivamente vender as camisetas da Corrida, gerando outro tipo de resultado esperado: os recursos que de fato ajudam a Instituição.

Na campanha que desenvolvemos, temos tanto estratégias para atingir as pessoas mais engajadas – que vão de fato comprar camisetas – como para impactar aquelas que apenas vão passar a ideia adiante. Tudo isso com a certeza de que essas características podem ser, inclusive, duas faces de uma mesma pessoa; e que com uma boa causa e um apelo bacana, ambas podem influenciar o resultado de forma positiva, sem rótulos ou restrições.

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Duplo apresenta: Copa do Envolvimento

Por | 26/04/2012 Duplo, Notícias 1 comentário

Bem, amigos da Duplo! Você que tá ligado nas emoções aqui do blog, confere mais esse golaço do nosso time: foi dado o pontapé inicial para a Copa do Envolvimento, um campeonato em que todo participante que veste a camiseta já vira artilheiro. Não chegamos nem na metade do primeiro tempo, mas já dá para dizer que esse jogo tá simplesmente dimóóóis!

Vamos às preliminares: todo mundo já sabe que a Duplo é a nova responsável pela comunicação do Instituto da Criança com Diabetes, certo? E todo mundo também sabe que só causa envolvimento quem se envolve de verdade com uma causa, certo? Como nosso objetivo com a campanha da 14ª Corrida para Vencer o Diabetes é simplesmente quebrar todos os recordes de vendas, começamos envolvendo até o talo as 60 e tantas cabeças aqui da agência: de um jeito bem bacana, cada um vestiu a camiseta e entrou em campo para disseminar a causa do ICD.

A Copa do Envolvimento começou assim:  primeiro, a comissão organizadora elegeu 6 pessoas entre as 60 aqui da Duplo, que são os treinadores de cada time (cada um deles com 10 jogadores). Em uma reunião TENSA, os treinadores disputaram os jogadores que integrariam as equipes. A partir daí, cada semana é uma disputa entre os times, e cada camiseta vendida é um gol marcado.

Na foto abaixo, nossos ilustres treinadores. A missão de cada um deles é traçar a estratégia de jogo, motivar os respectivos times, não deixar jogador fazer corpo mole e garantir a vitória em cada partida.

Depois das contratações, e antes de colocar o time em campo, foi preciso definir os nomes dos times. Cada um ganhou uma identidade e um brasão oficial, sem falar nas figurinhas de cada jogador que já andam estampando muito perfil de Facebook por aí.

E aqui embaixo a gente confere a foto oficial dos guerreiros da “Estudiantes del PIT”:

Ah, a gente ainda não falou que cada time é patrocinado por clientes da Duplo, e que todos eles também estão envolvidos nesse campeonato? Não, porque isso é assunto para o próximo post – tem muito mais envolvimento de onde veio esse, e o jogo recém começou.

É, amigo… A Duplo anda em chamas nos últimos dias, e se a gente conseguiu traduzir 1% da empolgação do pessoal aqui no blog, o objetivo desse post foi atingido =)

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Ô lôco, bixo! Olha esses wallpapers da Duplo!

Por | 20/04/2012 Duplo, Notícias Deixe um comentário

Para a nossa e para a vossa alegria, compartilhamos aqui os novos wallpapers da Duplo! Temos um pouco do que nos inspira e um muito do que nos diverte em cada opção de tela – o Faustão, por exemplo, é um dos personagens mais queridos por aqui. Tanto no pessoal quanto no profissional =]

Agora é só fazer download aqui, escolher o favorito e deixar a tua tela duplamente incrível, bixo!

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Duplo, a agência do Instituto da Criança com Diabetes Leia +