Arcade Fire + Chrome + HTML5 = WOW!

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Mesmo que não goste de música, mesmo que não faça ideia de quem seja o Arcade Fire. Mesmo que esteja pouco se lixando para o HTML5 e ainda prefira o Firefox ao Google Chrome. Mesmo assim, acredite, este post te interessa. Independente de gostos e predileções, uma coisa todos temos em comum: uma infância. O vídeo em questão, que levou gente às lágrimas aqui na agência, é resultado de uma parceria entre a banda canadense Arcade Fire (que até serviu de trilha sonora pro nosso vídeo/case O Julgamento, da FMP) e o Google, que com uma ideia de gênio conseguiram promover e comover.

arcadechrome

Acessando o site, um campo pede para ser preenchido com o endereço da sua infância. A partir daí, janelas, animações, vídeos, excelente trilha, Google Street View e memórias se dividem na tela. E aquela lágrima que começou a brotar quando você se enxergou ali, correndo pelas ruas com o joelho ralado, vem com tudo quando é solicitado que você escreva uma carta para aquele guri do passado.

Curioso é que quanto mais a tecnologia avança, mais próximo podemos nos sentir do passado. A música que embala essa obra, chamada de vídeo por falta de definição melhor, é uma ode aos tempos analógicos. De uma época em que se esperava por uma carta, de quando ainda se escrevia uma carta. Enfim, uma época em que “We used to wait” (Nós costumávamos esperar).

O que possibilita a inventividade da parceria Google e Arcade Fire é o HTML5, uma linguagem nova que trata o browser não apenas como uma planície emoldurada, mas um ambiente de interação em diversos níveis. O Thiago Tessis, designer da casa que manja da coisa, diz que o “HTML 5 está chegando para fazer tudo aquilo que o Flash (da Adobe) faz de maneira mais eficiente (será compatível com qualquer dispositivo móvel), mais leve (requisitando menos poder de processador e consumindo menos bateria de notebooks e celulares) e totalmente open source (ou seja, o código é aberto e a Adobe não enriquece cada vez que você usa).

Arcade Fire who?
vamos ao contexto: Arcade Fire é uma banda que ainda nem completou seus 10 anos de idade, mas que no primeiro disco já foi apontada como uma das 3786 bandas capazes de salvar o rock (ou a originalidade da música). Já até passaram por Porto Alegre em um distante 2005, no já extinto Tim Festival. Dizem os presentes que a iniciante ofuscou a atração principal da noite, os gigantes Strokes. Depois de um primeiro álbum deveras criativo (Funeral, 2004) veio o segundo mais denso, mais sombrio, mais difícil, (Neon Bible, 2007), que só serviu para aumentar a legião de seguidores. A expectativa pelo terceiro álbum (The Suburbs, recém lançado) foi atendida com pérolas como “We used to wait”, tema do vídeo que motivou este post, “Modern Man” e a faixa que leva o título do álbum. Do começo ao fim, as 16 músicas de The Suburbs são carregadas de uma melancolia profunda, mas sempre envoltas em arranjos que até disfarçam seu conteúdo depressivo.

Arcade Fire who?

Vamos ao contexto: Arcade Fire é uma banda que ainda nem completou seus 10 anos de idade, mas que no primeiro disco já foi apontada como uma das 3786 bandas capazes de salvar o rock (ou a originalidade da música). Já até passaram por Porto Alegre em um distante 2005, no extinto Tim Festival – noite em que, dizem os presentes,  a banda iniciante ofuscou a atração principal, a gigante Strokes.

Depois de um primeiro álbum deveras criativo (Funeral, 2004) veio o segundo mais denso, mais sombrio, mais difícil, (Neon Bible, 2007), que só serviu para aumentar a legião de devotos. A expectativa pelo terceiro álbum (The Suburbs, recém lançado) foi atendida com pérolas como “We used to wait”, tema do vídeo que motivou este post, “Modern Man” e a faixa que leva o título do álbum. Do começo ao fim, as 16 músicas de The Suburbs são carregadas de uma melancolia profunda, mas sempre envoltas em arranjos que até disfarçam seu conteúdo depressivo.

A história da banda em ações inovadoras na internet não é de hoje: muito barulho (em todos os sentidos) foi feito no último dia 5 de agosto, quando um show no Madison Square Garden, em Nova Iorque, foi transmitido em tempo real, na íntegra e gratuitamente pelo Youtube. A direção do espetáculo e da transmissão foi feita por Terry Gilliam (ex-Monthy Python, também diretor de Doze Macacos e do recente O Mundo Imaginário de Dr. Parnassus). Achou pouco? O usuário ainda poderia, no conforto do lar, escolher o ângulo que gostaria de assistir ao show: dos bastidores, de cima do placo ou do meio da galera. E há quem ainda aponte a internet como a desgraça da indústria fonográfica.