EquivocADS – Porra, NET!

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Hoje resolvi abrir o espaço EquivocADS aqui no blog. O nome que batiza a seção vem da junção de ‘equivocado’ com ‘ADS’, (de advertising, ou publicidade, em bom português). Um espaço para expormos nossa opinião e, por que não, insatisfação com o que entendemos ser aberrações travestidas de ações de comunicação. Sei que o objetivo do blog é ser um lugar para falar sobre o que pensamos e fazemos, mostrando geralmente o lado positivo das coisas, mas, seguindo esse raciocínio, por que não comentar também sobre o que não acreditamos? Falar daquilo que entendemos não ser saudável para as marcas, ou injustificável do ponto de vista do resultado, também é mostrar um pouco de nós mesmos, não é?
A NET que me perdoe, mas a ação de marketing que presenciei no último final de semana foi de arrepiar os cabelos. Imagine a cena: calçadão de Ipanema, final de tarde. Famílias passeando, alguns jovens envolvidos com seus jet skis (Ipanema tem uma rampa para içamento de embarcações que atrai um grande números de entusiastas) e algumas pessoas aproveitando a tranquilidade do fim de tarde para se exercitar. Eis que surge um grupo de pessoas da NET, uniformizadas e com cartazes, anunciando que agora o bairro também é coberto pelo sinal da operadora e oferecendo uma promoção de NET Combo. Estas pessoas estavam munidas de vários instrumentos musicais e tocavam um sambão a todo volume. Não tenho nada contra uma batucadinha, mas o que é preciso fazer para que algumas pessoas entendam que este tipo de ação funciona mais como uma espingarda mirada para o dedão do que como uma ação de vendas? Nós, que lidamos com comunicação, precisamos entender que o marketing não é mais a ciência da interrupção. As pessoas simplesmente não tem mais saco para isso. Tentar atrair a atenção desta forma é tão equivocado como chamar a atenção de alguém no cinema dando-lhe um peteleco no ouvido. Você até conseguirá que a pessoa olhe de volta, mas qual será a pré-disposição dela em se relacionar com você depois de ser importunada desta forma? No caso da NET, só o que eu ouvia eram comentários do tipo: “A NET está a fim de irritar hoje”, ou “O Scrabuzzca tá forçando a barra”.
Temos que ter consciência que a briga não é mais pela audiência, e sim pela atenção das pessoas. Mas atenção pressupõe que as pessoas estão a fim de ouvir. Por isso, antes de fazer uma ação de bairro, entender o público e identificar o que é relevante para ele pode ser a diferença entre o céu e o inferno. No caso do calçadão de Ipanema, povoado na sua maioria por pessoas buscando tranquilidade, com certeza existiam outras opções bem mais pertinentes a serem executadas do que ir e vir tocando um sambão a todo o volume. Dica para o pessoal da NET: já prestaram atenção no sucesso que o brinquedo ‘pula pula’ faz no calçadão no final de semana? Eles alugam para as crianças durante 3 minutos por R$ 1,00. Quanto será que custou o grupo de sambistas?

Batucada da NET em IpanemaHoje resolvi abrir o espaço EquivocADS aqui no blog. O nome que batiza a seção vem da junção de ‘equivocado’ com ‘ADS’, (de advertising, ou publicidade, em bom português). Um espaço para expormos nossa opinião e, por que não, insatisfação com o que entendemos ser aberrações travestidas de ações de comunicação. Sei que o objetivo do blog é ser um lugar para falar sobre o que pensamos e fazemos, mostrando geralmente o lado positivo das coisas, mas, seguindo esse raciocínio, por que não comentar também sobre o que não acreditamos? Falar daquilo que entendemos não ser saudável para as marcas, ou injustificável do ponto de vista do resultado, também é mostrar um pouco de nós mesmos, não é?

A NET que me perdoe, mas a ação de marketing que presenciei no último final de semana foi de arrepiar os cabelos. Imagine a cena: calçadão de Ipanema, final de tarde. Famílias passeando, alguns jovens envolvidos com seus jet skis (Ipanema tem uma rampa para içamento de embarcações que atrai um grande números de entusiastas) e algumas pessoas aproveitando a tranquilidade do fim de tarde para se exercitar. Eis que surge um grupo de pessoas da NET, uniformizadas e com cartazes, anunciando que agora o bairro também é coberto pelo sinal da operadora e oferecendo uma promoção de NET Combo. Estas pessoas estavam munidas de vários instrumentos musicais e tocavam um sambão a todo volume. Não tenho nada contra uma batucadinha, mas o que é preciso fazer para que algumas pessoas entendam que este tipo de ação funciona mais como uma espingarda mirada para o dedão do que como uma ação de vendas? Nós, que lidamos com comunicação, precisamos entender que o marketing não é mais a ciência da interrupção. As pessoas simplesmente não tem mais saco para isso. Tentar atrair a atenção desta forma é tão equivocado como chamar a atenção de alguém no cinema dando-lhe um peteleco no ouvido. Você até conseguirá que a pessoa olhe de volta, mas qual será a pré-disposição dela em se relacionar com você depois de ser importunada desta forma? No caso da NET, só o que eu ouvia eram comentários do tipo: “A NET está a fim de irritar hoje”, ou “O Scrabuzzca tá forçando a barra”.

Temos que ter consciência que a briga não é mais pela audiência, e sim pela atenção das pessoas. Mas atenção pressupõe que as pessoas estão a fim de ouvir. Por isso, antes de fazer uma ação de bairro, entender o público e identificar o que é relevante para ele pode ser a diferença entre o céu e o inferno. No caso do calçadão de Ipanema, povoado na sua maioria por pessoas buscando tranquilidade, com certeza existiam outras opções bem mais pertinentes a serem executadas do que ir e vir tocando um sambão a todo o volume. Dica para o pessoal da NET: já prestaram atenção no sucesso que o brinquedo ‘pula pula’ faz no calçadão no final de semana? Eles alugam para as crianças durante 3 minutos por R$ 1,00. Quanto será que custou o grupo de sambistas?