Mercado Imobiliário e Internet: quando menos é mais

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Roberta Correa faz parte do time de Planejamento da Duplo M. Mulher pequena de grandes ideias, pesquisadora de mão cheia e colorada fanática, anda agora vasculhando a presença online das imobiliárias – e compartilha as conclusões aqui no blog:

Não foi ontem que começamos a nos envolver com o mercado imobiliário (como se pode ver aqui, aqui, ou aqui). Um pouco mais recente, porém, é o nosso envolvimento com a construção de estratégias online para esses clientes, o que nos tem feito estudar muito e tentar compreender como podemos explorar esse ambiente de maneira inteligente e eficaz. Aproveitando que há pouco tempo nos reunimos para discutir um novo posicionamento online para a Construtora DHZ, reuni alguns questionamentos para trazer aqui pro blog.

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Há pouco tempo nos reunimos para discutir um novo posicionamento online para a Construtora DHZ. Me preparando para esse trabalho surgiram alguns questionamentos que resolvi trazer para o blog. A primeira pergunta que me fiz foi o porquê da internet ter se tornado tão importante para o mercado imobiliário e para a pessoa que hoje busca um imóvel. A resposta é fácil: temos pouco tempo e muitas coisas para fazer, o mercado cresceu muito e plantou inúmeras opções de empreendimentos para se visitar e a internet pode ainda de alguma forma diminuir a dependência de um corretor de imóveis. Sem precisar de muita força a internet entrou com tudo nas estratégias de venda do mercado imobiliário.

A primeira pergunta que me fiz foi o porquê da internet ter se tornado tão importante para o mercado imobiliário e para a pessoa que hoje busca um imóvel. A resposta é fácil: temos pouco tempo e muitas coisas para fazer. O mercado cresceu muito e plantou inúmeras opções de empreendimentos para se visitar, e a internet pode ainda diminuir a dependência de um corretor de imóveis. Sem precisar de muita força, a internet entrou com tudo nas estratégias de venda do mercado imobiliário.

OK, super fácil de entender, já não é novidade pra ninguém. A questão agora é descobrir o que oferecer para o mercado imobiliário e consumidores através da internet. Busquei algumas referências e inspirações internacionais – o que é super comum na nossa área – e foi aí que me surpreendi: descobri que hoje o Brasil pode ser uma referência no assunto. Encontrei sites de construtoras internacionais visualmente feios, de difícil navegação e com pouca informação relevante. Não é por acaso que hoje o Brasil possui 12 das 20 empresas de construção mais lucrativas da América (excluindo apenas o Canadá). A superioridade brasileira no setor vai além do uso da internet, mas com certeza passa por ela nos resultados obtidos.

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O uso da internet pelas maiores construtoras brasileiras é top de linha. Sites bem estruturados, grande presença em redes sociais, bom posicionamento nas ferramentas de pesquisa e outras várias funcionalidades diferentes. Mesmo assim, também não tomei isso como exemplo, justamente por causa deste último quesito: muitas funcionalidades diferentes. São opções demais. Além de todas as informações importantes que um empreendimento precisa passar (que já não são poucas), elas ainda oferecem mais trinta mil tipos de coisas. É aplicativo para iPod, tele-atendimento, vídeo-atendimento, atendimento online, atendimento por e-mail, endereço por sms, fotos do bairro, ilustrações, mapa do bairro, descrição do bairro, e assim vai. Não duvido que daqui a pouco exista uma modalidade de atendimento telepático.

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Num primeiro momento, a gente olha e pensa:  “nossa, que legal. Essa empresa é boa mesmo. Oferece tudo para o cliente”. Mas, será que precisa de tudo isso mesmo? Será que o cara que está ali procurando o lugar ideal pra viver com a família não fica perdido com tantas opções que o site oferece? Será que ele não acaba perdendo a atenção no que realmente importa?

Não acho que essa estratégia esteja de toda errada, mas acredito que existe uma forma mais amigável de proporcionar ao cliente essa mesma sensação de estar sendo bem atendido no ambiente online. Já desenvolvemos projetos nesse sentido, como o blog do Atmosfera Eco Clube, e é isso que estamos buscando aprimorar hoje para a DHZ: ajustando o site da empresa de acordo com o que realmente importa para o consumidor e buscando através de outras plataformas online desenvolver o relacionamento com os clientes.

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E aí, esse tipo de raciocínio, no fim das contas, se vale para tudo que desenvolvemos: seja online, seja offline. Ainda acredito que o nosso mercado (agora o publicitário!) precisa de mais pessoas pensando mais simples, com foco na eficiência das soluções aplicadas, e não no impacto de mirabolantes e criativas idéias complexas. Acredito que já existem muitas pessoas se dando conta disso, mas a simplicidade, por incrível que possa parecer, é uma das coisas mais difíceis de se colocar em prática.