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Humildade situacional para resolver problemas (parte 2)

Nascemos há 14 anos cheios de planos, de vontade, de garra e com a certeza de construir uma empresa capaz de superar todas as dificuldades impostas pelo mercado e vencer. A nossa ambição nos fez sonhar em ser uma das grandes agências de comunicação do Rio Grande do Sul.

Claro que isso não era o suficiente para nós. Nosso desejo era de que a Duplo M deixasse um legado e fosse capaz de nos orgulhar. Que fosse capaz de nos fazer acordar dispostos a resolver problemas de comunicação. Queríamos, simplesmente, que o nosso negócio mantivesse o brilho nos nossos olhos.

Nosso primeiro movimento institucional aconteceu quando na Rua Iguaçu ou Iguassú (nota deste escritor: nunca foi esclarecido o nome correto, já que em cada esquina da rua tínhamos uma placa da prefeitura escrita com uma grafia diferente), no bairro Petrópolis, em Porto Alegre, iniciamos a operação numa salinha modesta, de pouco mais de 30 metros. Isso mesmo, começamos como várias empresas nesse Brasil: modestos, mas com sonhos que não cabiam na sala.

Essa a gente teve de digitalizar: a nossa salinha simpática, de 30m²
Essa a gente teve de digitalizar: a nossa salinha simpática, de 30m²
A fachada do Via Bellini, prédio que abrigava a antiga sede da Duplo M, e o Luzardo, zelador conhecido dos mais experientes da casa
A fachada do Via Bellini, prédio que abrigava a antiga sede da Duplo M, e o Luzardo, zelador conhecido dos mais experientes da casa

Os anos se passaram e muitas coisas mudaram: mudou a forma de se comunicar, de falar de comunicação e de trabalhar com comunicação.

A mudança começou com a economia. Segundo o IBGE, o povo começou a consumir mais frango depois do Real. Vejam vocês, frango chegou a ser luxo na mesa do brasileiro. Hoje, a classe média prefere sushi, por que não? Com o Real, aprendemos a conviver sem o fantasma da inflação. Mudamos também porque um sindicalista assumiu nossa presidência, em 2002.

Também acho que mudamos porque depois de mais de 24 anos voltamos a encantar o mundo com nosso futebol e a ganhar uma Copa  com a seleção do Parreira, em 1994. Mudamos porque o Grêmio do Felipão não existe mais. Mudamos porque o Internacional conseguiu ganhar a Libertadores e o Mundial de Clubes. Nesses entremeios, surgiu o marketing esportivo.

Nossos clientes também mudaram nesses anos. O seu Zé tinha seu próprio site, fincou sua bandeira no Orkut e se arriscou no Twitter. Não há mais espaço para quem não se arrisca na web. Não há espaço para quem não participa e não interage com o consumidor.

Mudamos porque o atendimento, a criação, o planejamento, a produção e a mídia não são mais os mesmos. A pesquisa mudou. A maneira que o consumidor vê um anúncio mudou. Hoje o consumidor cria junto. O produto não é mais seu, caro amigo, mas dele também. Co-criação, vale para as agências de propaganda e para o seu negócio também.

Mudamos porque o celular, a internet, o email, a câmera fotográfica digital, o iphone e a TV digital revolucionaram a nossa maneira de se comunicar. Mudamos porque os filhos surgiram, junto dos cabelos brancos, das rugas e dos quilos teimosos que se acumulam na barriga.

Mudamos porque passaram pela nossa experiência pessoas que nos ensinaram o que é ser melhor. Mudamos, porque crescemos profissionalmente. Mudamos, porque conquistamos mais do que clientes: conquistamos parceiros.

Mudamos porque era necessário acompanhar esse movimento, e porque as coisas não são estáticas.

Olho para trás e digo com absoluta certeza que faria tudo igual, até os erros. Eles serviram para fortalecer nossa estrutura e formaram o “quem somos” que você lê no nosso site. Sinto que mudamos para melhor.

Entretanto, mesmo com todas essas mudanças, nossas vitórias e nossas pisadas na jaca, o que mais me intriga é que continuamos com o mesmo pique que tínhamos na época da salinha da Iguaçu. Aquela força, apesar das dificuldades que surgiam. A garra e a disposição de acordar cedinho todos os dias com uma certeza: não existe propaganda se não resolver o problema do cliente. E, de fato, não faríamos parte da história da propaganda gaúcha se não estivéssemos comprometidos com essa questão.

De um lado, Iguaçu
De um lado, Iguaçu
Na outra ponta da rua, uma contradição: a rua vira Iguassu.
Na outra ponta da rua, uma contradição: a rua vira Iguassu.

Nosso sonho continua mais vivo do que nunca. Ele não muda.

Penso que 2010 será um ano muito importante para a Duplo M, porque aquela agência de duas pessoas se transformou numa empresa de comunicação com mais de 50 pessoas.

Hoje somos responsáveis por algumas famílias. Hoje somos responsáveis por alguns clientes importantes. Hoje somos uma agência cada vez mais forte porque temos certeza de que o caminho que escolhemos lá em 1996, na salinha da Iguaçu, era o correto.

E assim o caminho da Duplo M vai se modificando, sempre guiado pela inteligência criativa e pelo brilho no olho. O mesmo dos tempos da salinha de 30m² na Iguaçu.

Se você se identificou com a nossa trajetória e quer entender um pouquinho melhor como é o nosso trabalho, não se acanhe: venha tomar um cafezinho e conversar com a gente. Será um prazer abrir as portas da nossa sede e receber você para um bate-papo sobre mudança.