LGPD: o impacto da Lei Geral de Proteção de Dados no marketing da sua empresa
Agência de publicidade: por que contratar, se posso internalizar?
Humildade situacional para resolver problemas (parte 2)

Terror e pânico no Twitter hoje à tarde (06/09): uma falsa manchete anunciava a morte trágica de Pe Lanza (da esquerda para direita, o 3° na foto abaixo), um dos integrantes da colorida banda Restart. Seja pra lamentar o fato, seja para comemorar, seja pelo simples interesse mórbido, todos clicaram no link que seguia o texto. Quem buscava conteúdo acabou dando retweet involuntário na mensagem que, no fim das contas, escondia uma vírus. Desnecessário dizer que o link se alastrou rapidamente.

restart1

Ainda não se sabe a extensão dos danos – se é que eles existem – nem a intenção do seu criador. O curioso é que logo após o retweet involuntário, o usuário caía na página do responsável pelo tweet (provavelmente) mal intencionado. E mais curioso ainda é que, cerca de meia hora depois, outra mensagem do mesmo autor de intenções duvidosas, que prometia uma explicação dos fatos, trazia consequências parecidas com a do primeiro clique: outro retweet involuntário, só que desta vez encaminhando para uma mensagem em que o autor cerca de bons princípios a sua atitude, afirmando tratar-se de um aviso aos programadores do Twitter: “A falha foi reportada e o twitter, como outras redes sociais, nem aí. Talvez com todo mundo caindo a falha seja corrigida e eu já possa voltar a usar o meu twitter sem medo de ser hackeado.” No fim da mensagem, o samaritano digital, que parece ter menos de 20 anos e se anuncia como “estudante e programador” deixa o endereço do seu perfil na rede e o contato no MSN.

whatshappening

Pe Lanza, a referência que o autor da mensagem se apropriou para disseminar o “aviso”, é revelador – mas não exatamente uma surpresa. Retrata a preferência e a identificação de toda uma geração que idolatra e vive o estilo que a banda traduz – tanto que a expressão “Família Restart” já é jargão. Fato é que a geração posterior sempre julgará a sua antecessora com algum desdém. Mesmo assim, não é num passe de mágica que os hábitos que identificam um grupo (ou tribo, como preferir) somem – eles se enraizam, se estabelecem como norma que dita toda a estrutura de raciocínio daquele futuro adulto.

Com todo o respeito às modas e tendências de comportamento,  é nessas horas que a questão proposta pelo próprio Twitter ganha uma nova abrangência: What’s happening? (o que está acontencendo?) O que está acontecendo com essa geração que, na ânsia de alguma atenção, extrapola nas vestes e nos costumes? O que está acontecendo com essa geração de hábitos andrógenos, que encontraram na confusão aparente dos gêneros uma forma de chocar a sociedade e, mais uma vez, conseguir atenção? WHAT’S HAPPENING?